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Da Fábrica
para o Mercado

A loja que acaba de abrir no Mercado é a primeira loja oficial da marca “Recordação de Sintra”, mas o negócio desta fábrica de queijadas já começou em 1890. A maioria das pessoas não reconhecerá o nome, mas se falarmos em “queijadas do Gregório”, o caso muda de figura.  Gregório Casimiro Ribeiro foi o fundador das queijadas Recordação de Sintra em 1890. E este foi o nome original da marca que vigorou até à morte do seu fundador, altura em que terá sido alterado para “Gregório”, pelo seu filho Álvaro de Almeida Ribeiro, em homenagem ao pai. E até há muito pouco tempo, a marca “Recordação de Sintra” permanecia desconhecida para muita gente. Vera e Vasco de Almeida Ribeiro, bisnetos do “Gregório”, estão a recuperar a marca original que foi premiada nas exposições regionais de 1926, 1929 e 1936 (medalha de ouro na exposição de Oeiras). Além dos antigos rótulos que voltaram a forrar as ditas queijadas, do regresso do “polícia sinaleiro” que é a imagem da marca e das receitas originais, um dos passos fundamentais foi a abertura de um quiosque no Time Out Market. A fábrica, sediada desde 1934 na Avenida D. Francisco de Almeida em Sintra, funcionou com fornos a lenha até aos anos 60. Hoje continua a funcionar no mesmo sítio com as mesmas receitas e métodos de fabrico, e a fornecer muitos espaços de Sintra, Lisboa e arredores. Alguns dos funcionários que lá trabalham, já lá estavam muito antes desta nova geração nascer. Da Fábrica de Sintra para o quiosque do Mercado da Ribeira, trouxeram as famosas queijadas, de formato normal, miniatura e na versão “pudim de queijada” (sem a casquinha de fora), mas também não esqueceram os travesseiros de Sintra e cinco variedades de bolos secos (biscoitos de amêndoa, areias, bolachas de manteiga, bolos do amor e broas de mel). Desde o mês passado que é possível vir comer uma queijada sem ter de enfrentar o microclima de Sintra. O reinado do pastel de nata parece-nos seriamente ameaçado.